quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Pensamentos soltos



Se sou o mágico, o coelho ou a cartola, não me importo. O que gosto é do espetáculo. Sem a forma somos o conteúdo. Se suas mãos chamarem as minhas abracemo-nos em silêncio. Prossigamos sem destaque. A simplicidade nos gestos é que compõe a ação majestosa.

Meu amor por Isabela... saudades de Isabela



Ah, Isabela! Tu eras a maravilha.
Era o fruto que desmancha na boca.

A suavidade do afago sob a pele macia.
O encontro dos enamorados
Era a tarde de domingo.

Eu sou só a lembrança
A vontade de reviver o que tu era

Abra-me seus braços
Me leve para a lonjura do horizonte

Com suas pedaladas alcanço o infinito
Com o seu olhar encontro o caminho

Abra-me seus braços
Quero me perder no emaranhado de seus cabelos
Ao seu lado descansar na grama macia

Abra-me seus braços
Juro que nunca mais minto
E que serei sempre sua

Fitas de Cetim – Dueto


Meio aos meus escritos me pego a te fitar,
São fugidias lembranças do seu cuidar
É onde me desfaço e me recompondo me percebo seu / sua

Desejar-te, trazer-te água

Pequenas demonstrações de sentimento,
pura retribuição de zelo

Como fugir se é em teu colo que repouso?
Como fugir se é em teu colo que adormeço?

Em seus contornos, idas e vindas, me transbordo
Meu sentir, sentir-te em mim, pra me sentir mais teu / tua

Meio a teu corpo me recomponho
em suas retinas me percebo mais teu / tua


Escrito em algum dia de 2007

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Minha primeira


Não pude evitar o drama. Fiz e refiz os acontecimentos viajando sob as linhas de minha mão. Confesso que estava limpa e não havia consumido drogas quando me permiti aquele ato irracional. Estávamos ali só nos duas, não havia platéia, muito menos testemunhas. No princípio eu não entendia como era possível liberar sentimentos sem me preocupar com a exposição que já se iniciava ali para ela mesma. Depois, estava ali nua.
Lembro-me que repousava serena quando fui tomada por um contato, contato humano sob a superfície da pele ainda fria. Vibrei-me correspondi desejosa ao prazer aparente daquela que me afagava. Ela queria sexo e eu não me enganava. Tomei de seu corpo. Segurando-a pela cintura com as perna retirei-lhe a blusa com as mãos. Seus seios eram redondos, firmes e o centro encoberto por uma auréola rosada. Gostoso foi acariciá-lo com minha própria boca e mordê-lo em proporções delirantes. Sem perceber-me já a chupava sem deixar tempo pra que ela me retribuísse o afago.
Ela era doce e salgada e conforme gemia me embalava em mais prazer. Gozava sob minha boca quando fui tomada por um rompante. Saindo de baixo de meu ventre que a pressionava na cama me jogou para seu lado. Nesse momento eu era só prazer e não entendia seu movimento voluntário. Em menos de 1 segundo pôs-se a me bulinar com as mãos enquanto devorava tal como vampira meu pescoço.
Quanta habilidade manual! Todo o meu corpo era seu, ela já havia se apossado dele. Mordiiiidas,! língua e dentes eram brinquedos que torturando-me rendiam mais do que gemidos. Gozava, não nego, gozava sob suas mãos. Benditas mãos que agora fico a fitar sob as ondas dessas fumaças.

Escrito em 03/01/09