sexta-feira, 13 de março de 2009

Não faço versos Alexandrinos


Difícil é começar pelo início.
Não sei onde começaram as dúvidas, a imprecisão.
Muito menos o inconformismo.

Com meus atos apresentei sonhos.
Na ação sincera,
reinventei relacionamentos disformes,
só não desinteressado de afeto.

Entre nós, tudo era melodia.
Motivo pra mais uma cantoria.
O toque, só buscava a pele macia.
No embalo do contato
Dancei sem música

Não nego, muitas vezes eu o admirei
Sonhei acordada
Com intensidade, desejei o encontro
E até, saudosa, esperei o sorriso aberto.

Agora, tudo é indiferente.
To anestesiada. Não sinto.
Nem dor, nem saudades.
Não sinto dúvida, nem certeza.

Não quero pensar no que fiz,
no que você fez,
ou no que fizemos juntos.
Passou.

Não force a lembrança.
“Tudo passa, tudo passará.”
Já disse o poeta.

Pela janela vejo indo o passado,
Sem erros e acertos.
Outras constatações perderam importância.

Pq não esquece que existo?


Existem pessoas que são estranhas... falam sobre o não dito, escrevem sobre o que não sabem e se divertem com a ilusão constante de recriar, no imaginário, o que nunca viveram.