domingo, 15 de março de 2009

Não entendo...



A tarde entristecida reservou um pouco do calor do sol num canto de árvore. Então, na parte que me cabia, recostei a coluna, esguichei as pernas e soltei os pensamentos há tempos aprisionados. A boca, abrindo e fechando, soprava, em forma de palavras, a angústia velada.

Doce queimado


Puxando pelo fio de racionalidade ainda presente às 3h da manhã, cutuquei os subterrâneos da memória inconsistente e debulhei, com ajuda das mãos, os grãos que corrompiam a homogeneidade. Com a colher de pau mexi mais que 3 vezes, da esquerda para direita, as lembranças de um passado condensado. Mas não brandei o fogo. Lá se foi toda a mistura exalando o odor do queimado .